Friday, August 25, 2006

Coisas boas da vida

Amar
Estar com quem se gosta, se ama e nos é óptima companhia
Uma manifestação de carinho, um gesto, um mimo, um olhar especial
Ver sorrir quem gostamos
Sorrir
Sonhar
Receber correio
O luar de Janeiro
Ler um bom livro
Ver um bom filme
Ouvir a nossa música preferida na rádio
Estar na cama a ouvir a chuva ou o reboliço lá fora
Um bom banho
Fazer compras sem ter de estar na fila
Balançar-se num baloiço
Ir a um bom espectáculo
Ver o sol nascer ou "adormecer"
Viajar
Andar de bicicleta
Cozinhar com alguém
Petiscar
Contar estrelas
Partilhar uma boa refeição
Passear à beira-mar
Estar e fazer o que mais apetece e melhor nos faz sentir
(Aceitam-se sugestões...)

Thursday, August 24, 2006

Luzes no céu nocturno da cidade


No escuro um rasgo de luz... E Lisboa pinta o seu céu nocturno de sons, cores e emoções. Fogo de artifício. Setembro pinta-se gratuitamente de magia... É, Setembro é mesmo mágico...

Ganha-se coragem


Por aqui ganha-se coragem para ver estas imagens...

Wednesday, August 23, 2006

A vaca preferida

Agora que o evento acabou já posso mostrar a todos - sem entristecer ou enfurecer as outras vacas (até para que nenhuma mais fique louca!!!) - a que terá sido a minha vaca preferida...
(CowParade, Lisboa 2006)

Se...

"Se o nosso planeta é redondo por que é que dizem «dos quatro cantos do mundo»?"

Sunday, August 20, 2006

Memorial

"Era uma vez um rei que fez promessa de levantar um convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. Era uma vez."
Até parece giro, não parece? Assim começa a história que comecei a ler neste momento...
" D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos de Áustria para dar infantes à coroa portuguesa e até hoje ainda não emprenhou."
Vejamos...

Formal? Eu?

Um amigo no seu blog pessoal diz ser difícil ver o mundo rodando na sua frente e não se sentir parecido com ele. Acredita não ter nada do que os outros têm. Fala em solidão, em desilusão, no ridículo.
Ainda ontem me ajudavas a ver a minha capa, a minha armadura. Pareço muito mais segura e decidida do que sou na verdade, não é? Não queiras tu essa "formalidade no trato" de que me visto inconscientemente quando estou com alguém de quem "muito gosto" e que por essa estupidez de armadura poderá não vir a descobrir esse meu sentimento. Tomara eu que o soubesse! Mas estou em aprendizagem. Um dia não vou precisar de "empurrãozinho algum" como ainda preciso agora. Um dia não quero vestir essa armadura inconsciente que me trava tantas vezes o andar. Não queiras construir tu uma. Amigo, "essa formalidade no trato" ou qualquer outra vestimenta de protecção não é solução nem hipótese. Essas passam por dar o melhor de nós aos outros e dar-lhes a oportunidade de retribuir...
"Love is a dream looking for a place to happen."
- Matraca Berg -

Ternura e crise

Quando era miúda ouvia falar na ternura dos quarenta... Agora oiço falar na crise... E a Crise dos 40 estará agora a habitar o Teatro Mundial. É de nem passar perto! Só para entrar! :)

No Picadeiro e em outros lugares

Estou para ir ao Picadeiro há anos. É certo que já estive em muitos picadeiros mas neste nunca estive. Largo do Picadeiro. Há anos que me falam n' As Obras Completas de Shakespeare em 97 Minutos. Há anos que penso lá ir. Há anos que quero lá ir. Há anos que ainda não fui. Quando com companhia - sim, porque estas coisas são melhores quando acompanhadas! - lá irei e por lá ficarei os noventa e sete minutos numa cadeira do Teatro-Estúdio Mário Viegas a rir e a chorar com toda a obra de Shakespeare a desenrolar-se página por página na minha frente.
Não façam como eu. Não esperem tanto tempo... Vão até ao Picadeiro! E se eu mais uma vez não passar por lá, sempre me podem dizer o que acharam da peça!
...
Se a vontade for mesmo rir, de 21 de Agosto a 10 de Setembro têm o V Festival Internacional de Máscaras e Comediantes. Que mais? No dia 8 de Setembro no Castelo de S. Jorge A Gargalhada de Yorick. Brilhante. Até lá, podem ir visitar As Vedetas que têm o estendal por agora maravilhosamente montado no Teatro Há-de Ver para os lados de Picoas ou deliciar-se por certo com o I Festival Happy Jazz Lisboa 2006 de 25 a 27 de Agosto pelas ruas do Chiado e da Baixa.
Seja qual for a vossa escolha, tudo isto será por certo boa música para os ouvidos...

Wednesday, August 16, 2006

Chuva


E eis que do nada em segredo a primeira gotinha caiu... Depois caiu a segunda... A terceira... A quarta... E vieram todas em sintonia dar-me a primeira molha dos dias que correm...
Depois? Depois ficou o cheirinho a terra molhada...

Thursday, August 10, 2006

O tamanho do coração


Disse-me o meu médico há uns anos enquanto colava um post-it amarelo com um smiley contra a minha tristeza: "Tens um coração tão grande, rapariga, que nem cabe na caixa toráxica". Será que o tamanho importa?

Ela

Ela sentou-se no vazio. A sós. Não debruçou a cabeça no colo de ninguém. Não sentiu o abraço de ninguém. Não adormeceu no meio de carinhos. Ela não dormiu. Despertou uma vez mais. Mais uma. Despertou uma vez mais e fez a vida andar para a frente. Como pode ela ter pena de quem supostamente nem deveria gostar?

Valores

As coisas e as pessoas têm o valor que lhes damos. Sempre.

Sunday, August 06, 2006

Diz o Garth...

"Children make you love yourself for what they see in you." – Garth Brooks

X

“Quando as noites caem as cabeças pensam e pensam demais. Por isso nos meus dias as noites só caem quando não estás. Quando andas por estes lados onde me passeio os dias esticam-se para estar contigo por mais tempo e repetem horas em horas seguidas sem nada em troca receberem por serem extraordinárias.
A minha cabeça aninha-se numa almofada qualquer e desconcentra-se em pensamentos, em sons, em imagens, em lembranças e ilusões. Os meus pensamentos fogem para perto de ti. E eu nem os agarro. Deixai-os. Compreendo-os.”

Será?

“Dissera-me sempre que amar não é fácil. Colher uma flor também não é. É preciso saber que flor colher.”

Nós

O que somos não muda. Quem somos muda constantemente. Já alguém lembrou um dia.

Saturday, August 05, 2006

Capítulo 19

"E desenrolo o tempo como se o sentisse a desembrulhar-se nas minhas palmas esbranquiçadas. Isto será a origem de tudo. Penso nisso. Isso será mesmo a origem de tudo.Na parede a luz pinta-me na cor da cal e nem a mim mesma consigo dizer uma palavra. É como se não me ouvisse, como se nada fosse audível. Afinal, da mudez do estar-se só não se ouvem palavras. Não há quem nos as diga. Aquelas que dizemos nada nos dizem de novo pois só nos repetem a nós mesmos."

As outras vozes

Tenho saudades de conversar. De sentir palavras falando comigo. De despertar os meus sentidos em seu redor. Tenho saudades de te ouvir. Tenho saudades de me ouvir em ti como de outras vezes. Pois é, hoje tenho saudades de conversar e de conversar estando contigo.

Thursday, August 03, 2006

Diz Cury...

"Agora os tempos são outros. A juventude calou-se, fechou-se, perdeu a garra, os seus sonhos, a capacidade de discutir, a sua fé na vida, a sua esperança num mundo melhor." - Augusto Cury in Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes

Filmes


Aqui vos deixo algumas sugestões que me foram feitas...


The Lake House - A Casa da Lagoa, Superman Returns - O regresso do Super Homem, Miami Vice e a verdadeira história (dizem eles) do Capuchinho Vermelho...

Tuesday, August 01, 2006

Brecht partiu há 50 anos... Algo mudou?

Primeiro,
Eles vieram buscar os comunistas
E eu não protestei porque não era comunista;
Depois vieram buscar os judeus
E eu não protestei porque não era judeu.
Em seguida,
Foi a vez dos sindicalistas
E eu não protestei porque não era sindicalista.
Mais tarde,
levaram os homossexuais
e eu não protestei porque não era homossexual.
Então,
Vieram buscar os ciganos
E eu não protestei porque não era cigano.
E depois vieram buscar os imigrantes
E eu não protestei porque não era imigrante.
Depois
Vieram-me buscar. E já não havia ninguém para protestar.

O porquê de ler os clássicos

Será que resulta?
“Porquê ler os clássicos? Obviamente para impressionar raparigas intelectuais.” – Ricardo Araújo Pereira em gatofedorento.blogspot.com

Letras e Literatura

“As letras são a minha respiração, a literatura é a prova de que a vida não chega.” – Miguel Veiga in Jornal de Letras em 5 de Julho de 2006

Precisa de uma razão para sorrir?

Tenho o prazer, a sorte, a benção de ter amigos que me recebem no meu despertar com mensagens. Raro o dia em que não as recebo com beijinhos, abraços, miminhos, desejos de um grande dia, pedidos para que sorria... Nesta manhã de terça-feira enviaram-me “um conselho”: Sorri na juventude, porque na velhice...vão-te faltar os dentes! :)

O que prevalece


Esta segunda-feira ao assistir a um filme ficou-me na cabeça a ideia de que são muitas as razões que nos levam a fazer muitas coisas e tantas outras as que não nos levam a fazer outras tantas. Lembrei-me então de uma citação de Carlos Durmmond de Andrade que li em tempos e que diz “Há vários motivos para não se amar uma pessoa. Mas um só para amá-la. E esse prevalece”. Afinal amar sempre é... amar. Digo eu.

Saturday, July 29, 2006

De Óbidos a Terra de Santa Maria...


O Tempo é uma coisa magnífica. Para quem gosta de viajar através dele, aqui deixo duas viagens provavelmente irresistíveis...


http://www.viagemmedieval.com/





http://mercadomedieval.wordpress.com

Friday, July 28, 2006

Janela voltada para a rua

Quando hoje cheguei a casa a minha rua estava diferente. Começo a achar que chamo casa a tantos lugares que, de magoada comigo, a minha rua mudou...
As crianças já não brincam na escola ao lado da minha janela. As árvores de calor já não se tapam com golas altas de folhas em tons de verde ao lado da minha janela. Os cães já não dormitam no calor da tarde na companhia dos gatos da vizinhança ao lado da minha janela. Nem os miúdos do bairro ainda disparam bolas para todo o lado do outro lado da minha janela.
Mas eis que reconheço algo agora que desabafo contigo, caro leitor. O vento. Esta brisa revoltada na revolução da sua inquietude entra pela minha janela, inunda cada divisão da minha casa, mistura-se comigo e espalha-se por este pequenino mundo que entra e sai pela minha janela.
A minha rua mudou. Talvez a minha janela continue a mesma. Afinal, é só uma janela voltada para a rua.

Piquenique

Muitos de vós o devem desconhecer, mas por vezes, quando com algum tempo ou quando em busca dele, passeio-me pelo Jardim da Gulbenkian. De companhia levo a minha vontade, por vezes um livro, por vezes um pouco de música. Quando com demasiado sol, procuro uma sombra; quando sob a timidez do astro-rei, aproximo-me eu dele. Mais perto ou mais longe do lago, sob a relva ou num dos bancos de pedra não interessa. Encontro sempre o lugar certo. E por cinco minutos ou cinco horas ali estou.
Hoje recriei o velho hábito. Deixando o trabalho para trás parei apenas pelo caminho num take away e em vez do livro, da música, do sol levei o almoço e por ali fiquei, sossegada, comendo. Foram desde logo uns minutos de férias tão relaxados quanto maravilhosos.
Agora todos o podem fazer. Alguém se lembrou do mesmo. No Jardim da Torre de Belém, bem juntinho ao rio, PicnicLisboa em http://picniclisboa.blogs.sapo.pt. Aqui está uma sugestão!

Terapia do riso

Que não há nada melhor que um belo sorriso já eu sabia. Mas terapia? Aqui está uma boa maneira de passar o tempo: em terapia do riso. Parece que faz bem a tudo conseguir partir das margens enevoadas do riso falso até ao maravilhoso riso verdadeiro... Bons sorrisos!

Lisboa mais mágica...

Esta semana Lisboa está mais mágica. Por muitos motivos. Até as ruas transpiram magia no primeiro festival internacional de magia por estes lados feito. Lisboa está mais mágica. Esperemos que não só apenas até ao final deste mês...

It was really great!

It was real.

It was great.


It was... REALLY GREAT!

In her shoes



"I don't know a lot about everything but I do know a lot about the part of everything that I know..."

"Men see things in a box. And women see them in a round room."

" I am impossible to forget but I am hard to remember"

Estas palavras não me são desconhecidas... Have I ever been in her shoes?!?!?!?!

Saturday, July 22, 2006

Feels like home

‘It feels like home to me
It feels like home to me
It feels like I’m always back where I come from
It feels like home to me
It feels like home to me
It feels like I’m always back where I belong’

- FeelsLlike Home written by Randy Newman and recorded by Chantal Kreviazuk -

Para quê ter medo?

Quando a Primavera voltou, o pequeno urso despertou do seu sono de Inverno. Quando as pestanas se levantaram olhou-se. Tinha a mesma cor. Um castanho de mel, tão fofo quanto a pelúcia que vestia. Depois olhou em seu redor. Tudo estava diferente. Tudo tinha mudado. Sabia-se acordado. Sentiu-se assustado. Foi então que de repente alguém o puxou pela mão. Foi então que reconheceu o lugar onde estava. E estava bem juntinho do coração. E aquele era o coração palpitante de quem gostava dele. Sentiu-se em casa. Fechou de novo os olhinhos e dormiu. Enquanto tem quem o abrace, o ursinho sabe que estará sempre em casa.É que a nossa casa é onde somos felizes e dessa porta para dentro é o medo quem tem medo de entrar. E o ursinho assim dormiu. Descansado e sonhador.

Friday, July 21, 2006

Recado

Não ouças o vento mas a brisa suave...
O mar envolve-se nela e cheira bem...
Asadas voam ondas para a praia
No embalo saudando a quem lá vem...
Não ouças o vento mas a brisa suave...
Que renasce fogo no sol que ela tem...

Vidda

Um dia levava um pequeno pela mão e do nada – como só os pequenos sabem fazer – perguntou-me: “Os gigantes são maus?”. Antes de conseguir dar-lhe uma resposta minimamente satisfatória, sorri-lhe e disse-lhe: “ Tu és mau?”. Olhou-me com um ar atrevido e eu continuei. “Tu és gigante! És gigante nos teus sorrisos, nos teus abraços, no bebé lindo que és. És gigante até no tanto que gosto de ti”. Tenho certeza que naquele dia o pequeno não percebeu o que lhe disse como ao dizer-lho eu fui percebendo. Mas sei que, mesmo não tendo o seu raciocínio capacidade para lhe traduzir aquela minha linguagem estranha e complicada, o seu coração percebeu tudo. E se dúvidas tivesse disso, desapareceriam no aperto do enorme abraço que me deu naquele mesmo instante sorrindo.

Vidda. Esta é a personagem da minha última história infantil. Vidda, O Gigante Gigantesco. Para os mais curiosos (e por tanto me pedirem), aqui têm as primeiras linhas...

“Em Vidda tudo é grande. Os sorrisos são grandiosos. Os olhares são iluminados. As mãos são mais ternas. Vidda arrebata-me sem palavras e faz o meu coração ficar quentinho e feliz. Ás vezes parece que o meu tic tac até bate mais depressa só para o acompanhar. Vidda é forte. Vidda é meigo. Vidda é tão doce quanto um caramelo. O vento embala-se nos seus cabelos e o céu esconde-se no seu olhar. Os passarinhos descansam na sua sombra e cantam-lhe canções encantadas até ele adormecer. A lua salpica-lhe os sonhos de magia e Vidda sonha e sonha e sonha.”
O resto... O resto é segredo... Shiuuuu...

My special place...

‘My special place has the magic of fairy tale. A road winds through a tulip field and turns west through a forest of twisted evergreens. Wind whistles through fir needles, sculpting trees, bushes, and everything else in its path...’

- Chris Johns, National Geographic Magazine (Editor’s Note), July 2006

Jogos

Segundo a revista BGamer de Agosto, políticos americanos continuam uma cruzada contra videojogos violentos (“esquecendo-se todos os meios”) e por tal aprovaram duas leis de restrição de venda. Curioso...

O incrível futuro 2

“(...) Eu serei velho e escreverei poemas com facilidade. Esquecer-me-ei desses poemas em papéis que oferecerei a desconhecidos. Por sua vez, esses desconhecidos perderão em caixotes do lixo os papéis que lhes ofereci... “
- José Luís Peixoto, JL de 19 de Julho de 2006

O incrível futuro 1

“Nada, ninguém pode impedir que seja assim. Um dia, serei velho, terei uma colecção de queixas físicas, maiores e menores, e lerei o meu nome na capa de antologias, ao lado de nomes que, hoje, toda a gente desconhece.
(...) Hoje, alguns desses escritores estão na pré-primária que há no outro lado da rua onde vivo. Cruzo-me com eles muitas vezes. Têm chapéus amarelos, presos com elásticos por baixo do queixo, e atravessam na passadeira, de mãos dadas, em filas de dois, quando a educadora de infância decide levá-los a passear. Hoje, muitos desses escritores ainda não nasceram.”
- José Luís Peixoto, JL de 19 de Julho de 2006

O Homem Orquestra

O Homem Orquestra...
Um curto filme. Chamam-lhe curta-metragem. É uma produção da Pixar de 2005 realizada por Mark Andrews e Andrew Jimenez. Excelente. É esta a minha sugestão de hoje...

Life's...


‘Life’s about the journey. Not the destination.’
Filme Cars, Pixar 2006

Saturday, July 15, 2006

Piratarias

Ainda um dia alguém me irá dizer "oh captain, my captain!" :o)
Um saltinho para as meninas a www.mess.be/pirates-names-female ou dos meninos a www.mess.be/pirates-names-male e ficam a saber o vosso nome de pirata...
Captain Iron Esmerald

Livros grátis

Visitem www.worldebookfair.com e vejam por vós próprios... São grátis até ao final deste mês! Boas leituras!

Friday, July 14, 2006

Cozinhados e achados


Informação importante para todos aqueles em lista de espera pelos petiscos prometidos pela minha pessoa: ando a aprender umas coisas novas com este senhor. Chama-se Jaimie Oliver. Os interessados podem encontrá-lo na Sic Mulher e em www.jamieoliver.com. Acho que em breve terei novidades culinárias...
(Agora até na minha cozinha a língua não é de vaca... É a língua inglesa! "Aulas" de cozinha em Inglês? Hehehe!)

... Smile

‘To change for others is to lie to yourself... Live by your own definition... You lived by example and compelled us all to see the world through new eyes... Not all who wonder are aimless... specially not those who seek truth beyond tradition, beyond definition, beyond image... I will never forget you...’

Índios

Mitos, histórias, lendas. Como pode um homem de carne e osso afirmar o desconhecido? Deve ser como aquelas histórias que se lêem. Pensamos que não são verdade até que um dia é a realidade que nos lembra delas...

‘Some people hear their own inner voices with great clearness and they live by what they hear. Such people become crazy or they become... legends.’ – Legends of the Fall

Sorrisos

Há pessoas que nos são mágicas. É engraçado como muitas vezes ganhamos o dia com um só sorriso de alguém, um daqueles sorrisos que nos contagiam e nos fazem acreditar que mais brotarão no recanto da boca logo no segundo imediato. Há muitas coisas que não sei. Na verdade, não saberei quase nada. Mas sei neste momento que me basta um daqueles sorrisos para que dentro de mim se pavoneiem todos os meus sorrisos. Um a um. Uma atrás do outro...

Consumo mínimo

O consumo mínimo de hoje é acreditar que os dias crescem um atrás do outro e que cada um dos próximos dias será melhor. Verdadeiramente melhor.

‘If you can’t find it here, it doesn’t exist.’


Esta é de génio! Até porque tem a sua graça. Uma simples jogada de marketing que parece funcionar como todas as que são originais. Num site-livraria (permitam-me chamar-lhe assim) podemos encontrar livros tão interessantes quanto Making Marriage Work, uma maravilhosa obra teórica sobre casamentos de Henry VIII (este pelo menos falta de experiência em casamentos não terá).
Esqueçam, meus amigos, aqueles guias de viagens nunca feitas por quem os escreveu. Afinal, a http://www.abebooks.com/ há dez anos que promove livros que não existem (e dizem não querer enganar ninguém). Será bem verdade... If you can’t find it here, it doesn’t exist.

Saturday, July 08, 2006

A. I. - Inteligência Artificial

Quando me disseres que tenho uma inteligência acima da média, só por graça dir-te-ei para ires a este site y.20q.net e verás que não é assim tão difícil...

A sesta

Segundo Jim Horne, um professor investigador de uma universidade britânica, “o organismo humano está feito para ter dois períodos de sonos por dia. Um maior durante a noite e um mais curto à tarde.” Ok, isto explica muita coisa!

Para quem viaja (ou não)

Viagens. O renascer do espírito. E agora com sugestões de livros de companhia. Chama-se Ler Por Aí. A cada mês um novo livro. www.lerporai.com

Poesia

“A poesia é sempre uma invenção da necessidade de liberdade. Curiosamente, tanto a paixão como a prisão geram poemas, como se o cérebro humano tivesse necessidade de celebrar uma pulsão que lhe é intrínseca – a liberdade.”
- Carlos Franqui in Actual, Junho 2006

Feiras do Livro

Em outras notícias, igualmente Breves, faz-se um balanço das Feiras do Livro de Lisboa e do Porto. Nenhuma novidade. Quebra no número de visitantes e nas vendas. Depois estabelecem uma espécie de paralelo com a correspondente realidade espanhola. Espanha parece estar do outro lado da barricada. A Espanha recebeu um aumento de visitantes, de vendas e de acções culturais, Surpreendido? Não me parece!

Friday, July 07, 2006

Batwoman



(versão light e versão durona)

Numa das minhas viagens semanais pela imprensa nacional, numa secção designada por Breves dos Livros e da Vida, fiquei por breves (mesmo breves) instantes a saber um pouco mais dos livros e da “vida” (pelo menos da vida da Batwoman).

“Batwoman Gay

Depois de anos de rumores sob a orientação sexual de Batman e o seu ajudante Robin, a DC Comics decidiu confirmar a homossexualidade de... Batwoman.
A super-heroína, conhecida no mundo civil como Kathy Kane, chegou a ser assassinada em 1979. Agora a empresa de comics, que pretende alargar o leque identitário das personagens, decidiu reinventá-la não como uma pudica defensora dos oprimidos, com roupas dos anos 60, mas como uma lésbica assumida, de baton e cabedal preto...”
- in Revista Os Meus Livros, Julho 2006

Sunday, July 02, 2006

"Life is a journey, enjoy the trip"

Para miúdos e graúdos, eis a aventura apaixonante de um carro vermelho a quem podemos chamar Faísca... Por certo num cinema perto de si!!!
"Life is a journey, enjoy the trip"

Saturday, July 01, 2006

Uma outra Catarina...


Há dez anos estava aqui... Foi (como diria uma amiga minha) um fim de um ciclo e o recomeço para a realidade que sabia estar do outro lado da esquina... Mas a cidade, o país... Esses recordam-se assim...

(Saint Catherine, Montreal, Canada 1996)

Pirâmide invertida...

Subi acima duma arvori
para ver se te via
como não te vi
descia
Nada como as coisas simples... E ainda dizem ser difícil fazer uma pirâmide invertida... Nah!

Sunday, June 25, 2006

24


Eis uma boa parte do meu final de semana... Foi uma maratona! Excelente!

Saturday, June 24, 2006

O texto da manhã...

*O PATRIOTA*
António, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egypt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Czech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Switzerland). Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonesia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
(autor anónimo, recebido por email)

Friday, June 23, 2006

Ler

"Ler é aconselhável no combate à inveja e ao mau-olhado. Tem-se revelado eficaz em casos de amor, dinheiro, saúde, emprego, casar, engravidar, afastar, separar, trazer de volta, atrair clientes, vender imóvel, comprar carro e outro" - José Luís Peixoto, Jornal de Letras, 21 de Junho de 2006
Malta, faz Portugal ganhar o Mundial 2006!!!! Vamos, toca a ler!!!!

Diálogos

Conversa entre Raica Oliveira (será a namorada de Ronaldo) e Jô Soares:
R. O. : "Não acho que o Ronaldo esteja gordo. Os media exageram muito."
J. S. : "Nossa! Eles acham que EU sou gordo!!!"
R. O. : "Ah! Não se pode comparar você com Ronaldo..."
J. S. : "Não, claro, eu não jogo há muito tempo."
(Revista Visão, 22 de Junho de 2006)

"A melhor é a única boa"

Isso eu não sei. Não sei mesmo se a melhor é a única boa. Mas é um grande alívio saber que pelo menos neste mundo uma pessoa pensa como eu...
"Pensando bem eu não sou escritor porque aquilo que faço não é escrever, é ouvir com mais força. Sento-me e espero até as vozes começarem. Andam aí à minha roda, mais fortes, mais ténues, mais distantes, mais próximas, falando sem som e no entanto dizendo, dizendo. (...) E não é o meu livro visto que nenhum livro com o meu nome me pertence, os livros deviam trazer o nome do leitor, não do autor na capa, é o leitor que lhe dá sentido à medida que lê..." - António Lobo Antunes, Revista Visão, 22 de Junho de 2006

Sunday, June 18, 2006

Flores

Palavras para quê? Na sua simplicidade, uma flor é sempre uma flor...
São muitas as coisas no meu pai de que me orgulho. A maioria delas são só do meu conhecimento. Mas isto, meus amigos, é impossível não mostrar ao mundo. É que o meu pai é um pintor de beldades como a flor que podem ver na imagem. Por muito fraca que seja a terra, tudo o que nela ele semeia nasce e nasce assim: belo, forte, sublime. Parece que é mágico! Bem, aqui entre nós, para mim é!

Maravilhas da Natureza...

Todos os anos é assim. Uns anos mais e em outros menos. Mas todos os anos é assim. Este ano descobri mais esta maravilha da Natureza lá para os lados da casa dos meus pais.


Uns procuram casa... Outros acabam por construir...

Saturday, June 17, 2006

Pêssegos


Há quem coma pêssegos em calda...
Eu como os pêssegos em cachos...

Quanto vale um/cada professor?

Ainda o mesmo tema... Desculpem, mas escrevo-vos enquanto leio o correio que recebi esta semana. É assim que por vezes passo umas horas do meu fim de semana. Na falta de companhia ou de programa é o que faço. E esta semana realmente tenho lido umas coisas interessantes. Eis aqui mais uma directamente das páginas da Educare e do teclar da Dra Armanda Zenhas (e a cuja leitura integral vos convido na página do Educare):
«O conhecimento que a maior parte dos EE tem dos professores é mediado pelos seus educandos. Diz a ministra ser isto o bastante para que eles possam avaliar a relação pedagógica dos docentes com os seus filhos. Tal, no entanto, não é assim.
Quanto vale um/cada professor? Nos dias de hoje, por muito que valha, vale certamente muito pouco. Não fosse o desemprego que grassa no país e, certamente, muita gente abandonaria a profissão, por se sentir desrespeitada e desvalorizada. Tendo esse desrespeito e essa desvalorização, por parte de governantes e da sociedade em geral, e o consequente desencanto da classe docente múltiplas facetas, referir-me-ei, neste artigo, apenas à tão falada avaliação dos professores pelos encarregados de educação (EE). Quero deixar claras duas notas prévias: considero importante a avaliação dos professores (mas não nestes moldes), tal como considero fundamental a colaboração entre os pais e os professores, entre a família e a escola.
[...]Argumento fornecido pela Ministra da Educação: a avaliação dos professores pelos pais será uma forma de chamar estes à escola.
[...] Em jeito de conclusão: Conheço o caso de uma professora que, por ter injustificado a falta dada por uma aluna cuja EE alegava "Adormeceu porque o despertador não tocou." (situação que não acontecia pela primeira vez), recebeu desta a seguinte mensagem, na caderneta: "Quer que lhe mande o despertador para confirmar que não tocou? Trate-se no Magalhães Lemos". Esperemos algum tempo, e muitos professores receberão antes a mensagem "Espere pelo fim do ano e vai ver a avaliação que lhe vou dar."»
Talvez da minha ingenuidade... Quem avalia os pais?

A cadeira vazia da Educação


Este excerto foi mesmo publicado no já falado Correio da Educação a 5 de Junho. Achei-o também curioso. Agora vós, meus livres pensadores, pensai o que quiserdes :o)
Eu penso também mas não digo. É a democracia... :o)

“Durante estas quase duas horas não pude deixar de olhar a cadeira vazia destinada à nossa educação. Estou habituado a ter presente a pessoa que julgo, a falar com ela, e nessa interacção, a captar muitas coisas que a racionalidade não explica: enfim a fazer o retrato dessa pessoa.
Defeito profissional, ao ouvir os ilustres intervenientes, do seu relato tentei fazer o retrato da senhora. Desfilaram matizes, cores com marcada subjectividade, outras cores mais neutras, mas não menos subjectivas. O contraditório decorreu com brilho e profundidade. O público foi vivo, não tivemos figurantes.
[...] Finda a sessão, confesso o meu fracasso: não lhe descobri sequer a idade, talvez não seja jovem, mas descortinei [...], no escaninho dos intervenientes, de todos os intervenientes, desde um fogo que ainda arde a uma réstia de paixão pela senhora. [...]
Liminarmente importa lembrar algo que, de tão evidente, por vezes escapa: à educação, ao sistema educativo, às escolas e aos professores pede-se resposta para uma panóplia de problemas que não lhes cabe resolver.
[...] Existindo conflito depende de nós, de toda a sociedade, estado, professores, alunos, pais/educadores, agentes económicos, etc. que o mesmo seja construtivo ou destrutivo.
[...] Em conclusão, nem nacional-porreirismo nem pessimismo, a crise é uma oportunidade para mudar de paradigma, saltar para o patamar da qualidade. Para vosso bem e bem de todos, estão condenados a entenderem-se, a lutar e a fazer uma escola melhor. E como nessa tarefa também não é solução ficar à espera de Godot, terão (teremos) que descalçar a bota: amanhã é o primeiro dia do resto das vossas vidas, em que estou certo que irão lutar e sonhar por uma escola melhor.”

Um texto...

Professores – ameaça social? Quem escreve assim não é “gago”...

Na semana em que o Correio da Educação entra de férias, eis um texto não nele publicado, mas que me chegou às mãos num destes dias. É no mínimo um texto curioso.

«“Os cavalos também se abatem”, porque não os professores? Aliás, qualquer sociedade dita civilizada, cosmopolita, adiantada, progressiva, europeia, universalista, devia fazer do fuzilamento uma prioridade e do fuzilamento de professores a prioridade máxima. Trata-se de um imperativo, de um desígnio nacional à volta do qual todos os portugueses se devem unir ou, no mínimo, entender. Arranjar-se-ia, assim, uma plataforma comum, um factor de união exaltante e exacerbado para vazamento de entulho e de “engulhos”, engasgamentos e recalques. Que se passa? Os psiquiatras não dão consultas? Os psicanalistas estão caros até para as elites? Será alguma directiva comunitária que desconheçamos?
[...]Como poderiam, deste modo, defender os velhos autores? Primeiro, é sabido que estão mortos. Depois, se as memórias são más, é da maior conveniência apagá-las. Apague-se Camões, Vieira, Pessoa, passe-se um “delet” sobretudo sobre Bocage e mais ainda em cima de Gil Vicente, que encontraria aqui “pano para mangas” com novos (velhos?) “tipos” sempre na moda. Ostracize-se Eça de Queirós que permanece perigoso pela ironia inteligente, esqueçam Torga, Agustina, Saramago, D. Dinis, Fernão Lopes, Tolentino, Mário de Sá Carneiro, Garrett e restantes miseráveis que se atreveram. Apague-se o país, o rasto dele. E naveguemos na “jangada” ao sabor da corrente imprevista. Todavia, primeiro, primeiro, enfiem-se os professores no Campo Pequeno, todos os professores de todos os graus de ensino sem excepção, sem dó nem piedade que não estamos em nenhuma recolha para o “Banco Alimentar”. Recriem-se os fuzilamentos de Goya, porque, caramba, temos estilo!!!» - m.j.s.

Friday, June 16, 2006

Uma frase...

Não conheço o livro. Não o li. Mas a frase que lhe dá título ou o lança aos olhos dos leitores é interessante.
"A Felicidade não se acaba, rectifica-se."
Digam lá que não é verdade?

Love is always seventeen...

«Provavelmente, Stendhal tinha razão quando dizia: "O amor é um processo unilateral no qual desvalorizamos os defeitos e enaltecemos as qualidades da nossa amada. Nessa transformação do mundo as cores parecem mais vivas, os contrastes mais profundos, a natureza ganha uma nova dimensão e até os sons mais banais adquirem dimensões harmónicas e celestiais".»
- Luís Machado, Os Meus Livros Junho 2006
Nesta semana de Santo António, eis a minha frase para quem andou a trocar manjericos...
;o) Sejam felizes!


E mesmo no breu do fundo da gruta fez-se luz...

Mesmo se pela mão do homem.


(Grutas de Santo António, Portugal, Carnaval 2006)

Ai Portugal Portugal...

Esta foi uma semana de teste. [Quase] Todos os portugueses tiveram a possibilidade de experimentar como seria a semana ideal de muitos. Trabalhar um dia. Descansar. Trabalhar mais um dia. Descansar. Trabalhar um terceiro dia e descansar mais dois. A questão permanece a mesma: seria esta semana de trabalho mais produtiva?

Até já!

Recebi numa manhã destas esta mensagem:
“Hoje nós sorrimos. Amanhã choramos. Hoje temos dinheiro. Amanhã nem por isso. Hoje trabalhamos. Amanhã descansamos. Hoje estamos aqui. Amanhã lá. Hoje nós bebemos. Amanhã estamos de ressaca. Hoje somos amigas. Amanhã... Bom, amanhã continuaremos a ser amigas porque as amizades verdadeiras guardamos no coração. Beijo.”
Sim, é verdade, as amizades verdadeiras guardamos no coração... Por isso estamos sempre perto...

Queres namorar comigo?

Há quem me acuse de ter cometido um crime esta semana. Desculpem discordar mas acho que não foi crime nenhum. É certo que era um dia especial. É certo que era uma ocasião de festa. É certo que a sangria falou mais alto. E é certo que eu não bebo normalmente. Também por isso disse que não. Não parti coração algum. A sangria não o terá. É que é certo que quando o nosso coração estará à espera daquele que lhe fala mais perto não aceita namoro de nenhum outro nem mesmo em datas especiais. Por certo Santo António concordará comigo. Por certo Santo António não terá ficado aborrecido comigo. Certamente que quem bebeu aquela sangria falante também não.

Sunday, June 11, 2006

Bola para a frente!

Quem me conhece sabe que aprecio futebol. E hoje o país festeja isso mesmo: futebol. O país mete uma bandeira ao peito e "em bandeirada" parece ir contando nos media os minutos até ao apito. Mas acreditem que não estou minimamente preocupada com o apito final. Não pensem que não gostaria que a selecção ganhasse... Só que esse é o tipo de coisas que não ocupam lugar na cabeça desta adepta da bola. Aquela não é a minha selecção. É apenas uma selecção do meu país. Uma em tantas outras que nem são faladas, tantas outras equipas de convocados que representam o país numa competição de qualquer coisa. Apenas isso.
Mas sabem do que gostava? Que o meu país unido festejasse mais coisas, outros golos, outras vitórias. Gostava que festejasse um avanço qualquer tecnológico, uma descoberta qualquer na área da saúde, as boas notas de alunos que se esforçam, o trabalho de trabalhadores que se entreguem de corpo e alma às suas funções, a justiça de alguém e o arrependimento sobre quem essa justiça caia... Sabem do que eu gostava? Que se valorizasse tudo o que não se valoriza mais, que cada vez mais se esquece neste país e que parece já nem importar. Se o fizesse, realmente craques seríamos todos nós e o verdadeiro craque seria Portugal!

Saturday, June 10, 2006

Todos, todos, todos...

Gosto deles. Muito. Das meninas e dos meninos. Dos mais quietos e dos mais traquinas. Dos que muito falam, dos que nada dizem e dos que muito parecem dizer lá na linguagem deles mas que ninguém percebe. A verdade é que adoro os meus pequeninos todos. Todos, todos, todos. Saibam, crianças, que mesmo não estando convosco todos os dias, não há segundo que não estejam no meu pensamento e nem há hipótese alguma de não estarem no meu coração. Aos meus pequeninos um grande beijinho muito especial neste dia - pois as pessoas de quem gosto são a minha pátria, o meu mundo. E estes pequeninos são parte muito especial do meu presente e muito do meu futuro! Muitos sorrisos!

Sunday, June 04, 2006

Para as nossas crianças... um doce chamado livro!









Algumas sugestões deliciosas de livros publicados em Portugal para as nossas crianças.
São viagens para não mais esquecer... Minutos de Leitura... deliciosos!

Ilustrações

Há coisas curiosas. Quem me conhece sabe que de tempos em tempos escrevo histórias. Umas infantis. Outras nem tanto. Tanto risco faço que elas aparecem. Aparecem e eu descanso. É que assim, em vez de me aconchegar a contá-las a alguém fico a ver quem as conta à criançada que conheço...
Neste momento estou a escrever uma para crianças. É delicioso ter a oportunidade de fazer algo assim. Não me importa agora se é uma história de ilusão ou uma desilusão de história. O prazer com que o faço é sempre o mesmo. É imenso! Além disso, os meus leitores e ouvintes são simpáticos e, como adormecem a lê-las e a ouvi-las, não refilam ao acordar...
Mas há mesmo coisas curiosas. O que fazemos quando a história que vive na nossa cabeça se aloja no papel mas ganha vida? O que fazemos quando nos sentamos a conversar com a nossa personagem principal e esta nos pergunta quem somos?

Saturday, June 03, 2006

Champs Elisées


Em conversas ao longo desta semana com uma amiga minha lembrei-me dos Champs Elisées.
É engraçado como por vezes a vida nos coloca em caminhos que nos convidam a explorar tudo ao pormenor, que parecem ser talhados para seguirmos em frente, mesmo sem saber exactamente onde vão dar e como se sem orientação alguma ou destino. Sabem, um desses caminhos que em vez de receberem de nós uma marca, de certa forma deixam em nós as suas marcas e nos fazem pensar.
Quando andei pelos Champs Elisées não pensei muito. Lembro-me disso. Vivi. Tentava apenas captar tudo. Ora através da minha sensibilidade ora através da objectiva da minha máquina. Tudo isso me permitiu ficar com belas recordações de todo aquele espaço, de todas as suas cores, de todos os seus sons, de todos os seus silêncios e vazios. Uma verdadeira sinestesia.Daquelas que nos fazem sentir em casa. E é engraçado... Mesmo agora e mesmo longe, pensar nos Champs Elisées é sentir-me lá... É sentir-me também em casa. Obrigada, Margarida.
(Champs Elisées, Abril de 2006)