Thursday, July 16, 2009

Entre o ir e voltar

Sabem quando acordamos de manhã e parece que o mundo ainda dorme na sua plenitude?
Mas há sempre um autocarro para apanhar para algum lado. Há sempre algum sítio destinado. Há sempre um lugar onde chegar e um outro de onde se começa a partir.
E havemos sempre nós - aqueles que se voltam para o outro lado e apanham correndo a carris na paragem seguinte. E há quem fique a ver já da paragem de destino sem poder dizer coisa alguma.
Foi o que senti ontem. E é o que sei hoje.

O almoço foi a la manière de...

e foi de agradecer a Santos ;o)

O meu amigo A anda atiradiço


Eu depois pago-te os direitos, amigo.

Wednesday, July 15, 2009

Lição de hoje

Não ataquem uma melga no duche. Acreditem, não estão vestidos para isso.

Sunday, July 12, 2009

Duelos ao sol da tarde

As onze da manhã trouxeram o ruído dos carros que foram chegando, estacionando e se deixando estar ali na quietude da busca de alguma sombra. De dentro dos carros sairam índios, princesas, piratas, cowboys, aventureiros e moderados, na ansia de primeiro começar a correr pelo meio das ervas e das flores e de toda a Natureza que se agita ao adivinhar a sua presença. As onze da manhã trouxeram os adultos de ar cansado para mais uma reunião familiar em que as mulheres vão pondo e levantando a mesa e os homens vão chamando por elas quando se afastam na direcção da cozinha.
O meio do dia trouxe as entradas e de saída os peixes cheirosos de ervas finas, as batatas acompanhantes, as saladas coloridas e a fome roncando das barrigas que aguardam. Outros minutos mais adiantados trouxeram nas ondas das conversas agitadas a gulodice das sobremesas nos pudins, nas mousses, nas frutas banhadas em sumos naturais e iogurte e a vontade de provar até rebentar cada um deles.
O início da tarde trouxe a moleza e a vontade de nada fazer, as mulheres que se entreajudam e os homens que conversam em torno de uma garrafa de aguardente sob o aroma de café colombiano comprado em Portugal.
As sestas das crianças refrescaram o ambiente nos silêncios comprometedores e, de repente, da abertura das pestanas abriu a época da caça ao esconde-esconde e da apanha dos pães com doce e dos sumos da tia. Aos adultos trouxe a inactividade e aquele refilar popular pelas bolas que saltitando se aproximam ora das suas cabeças ora das janelas da habitação mais além.
Começa a cair a noite, o fogo é aceso e acende a energia de cada um. As crianças correm fugindo da sopa, refilando como se embrenhadas num poder determinado de decisão e feitas com as razões absurdas de quem se alimenta ainda de imaginação. Chegam à mesa os assados do barbecue, o tio que chama a todos ao petisco, os pais, os filhos, os sobrinhos, os afilhados e todo aquele mundo que se fora dispersando pelos lugares ainda vagos da mesa.
Já na noite cantam os grilos, conversam os homens, as crianças dormitam, as brincadeiras descansam e esperam pelo novo dia e as mulheres entreajudam-se arrumando a cozinha e pensando já nos afazeres do novo dia que se avizinha.
Quando a cavalaria se afasta ao colo dos progenitores e o silêncio cai sobre cada grão de terra de todo aquele espaço eu regresso ao passado desse futuro que ali vivo. E sorrio. A terra despida, para mim, só ganha vida na poeira dos duelos ao sol da tarde. E só assim é fértil de futuro.

Thursday, July 09, 2009

Um Bb é como um xanax talvez...



Apesar de ser desse tempo, acreditem que já hoje me questionei mil e uma vezes como é possível viver sem telemóvel. Isto de aguardar que o meu toque tem as suas coisas...

Wednesday, July 08, 2009

H não há, esperemos

Pelo H1N1 bem longe de mim já medi hoje a febre doze vezes.

Tuesday, July 07, 2009

Sim, Carrie, nem sempre o Pai Natal existe

Sim, Carrie, hoje era um bom dia para recolher numa maleta dúzia e meia de coisas e fugir. Apanhar esse comboio por um paraíso qualquer encolhida na protecção de quem se quer ao nosso lado. A Natureza como cenário perfeito, o toque que se deseja como sensação.
Era deixar para trás as listas infindáveis onde parece que ficamos quase para último, onde nos sentimos deslocados da vocação numa realização que se faz feliz por outros meios quando, de repente, nessa constatação, nos passa pela cabeça a sensação de que são os progenitores quem nos afasta da sala e o abraço de uns pais inesperados (e inesperadamente maravilhosos desde o primeiro milésimo de segundo) quem nos recupera à vida.
Era deixar para trás as pautas com as músicas das notas daqueles que acreditaram em nós quando por vezes só nós parecemos acreditar neles.
Era deixar para trás a escolha do ouro quando se deseja prata pela possibilidade de uma réstia que nem sabemos descrever.
Era deixar para trás as pilhas burocráticas que a vida nos coloca na frente e as deadlines atrevidas que nos desconfortam.
Sim, Carrie, hoje era um bom dia para mesmo sem maleta fugir. Apanhar esse comboio por um paraíso qualquer encolhida na protecção de quem se quer ao nosso lado. A Natureza como cenário perfeito, o toque que se deseja como sensação.

Sunday, July 05, 2009

Samantha nas Bahamas

Sigo as linhas escritas por Samantha como todas as outras linhas escritas naquela página. Conta da viagem às Bahamas, da entrevista a Shakira, da simpatia da cantora e de um comportamento de pessoa comum. Lembro-me de outras palavras trocadas com a T que me diz ainda conseguir encontrar algum sossego de flashes quando na Europa e, como em tempos, que as compras quotidianas para a casa são feitas pela madrugada de óculos de sol e de boné para que não a façam passar à frente na fila, lhe carreguem as compras, lhe peçam autógrafos ou mais uma e outra fotografia em três pixeis num telemóvel.
Na verdade, acho que nunca consigo perceber muito bem como se pode tentar ter uma vida comum quando somos seguidos como guiões teatrais e quando o mundo não se estende para que possamos ir fugindo por ele. Ainda bem que a T continua a fazer as compras para a casa e a cozinhar e a fazer camas e, talvez, a estender e a passar a roupa a ferro. Ainda bem que a Shakira partilha de bom grado o pó da cara e tenta falar em português e tira fotografias para a posteridade... Há que ser feliz. Sempre à nossa maneira.

O que sabem as mulheres felizes

Há quem diga que são seis as armadilhas que comprometem a nossa felicidade: perfeccionismo, desejos extravagantes, querer sempre agradar os outros, a vingança, o pensar que nada somos sem alguém e a obsessão pela carreira. Bem, a editora é a Estrela Polar... Há-de haver alguma orientação nisto, não?

Thursday, July 02, 2009

Em dois dias com um de intervalo

Descreveram-me um parto. Acreditem, isto não é coisa que se descreva a mulheres. Mostraram-me cenas de um parto. Acreditem, realmente, que isto não é coisa que se mostre a mulheres. Não mulheres em idade fértil. Não mulheres que pensam ter filhos. Não mulheres assim como eu que tremem só de pensar, neste momento, em agulha e linha e pontos.

Wednesday, July 01, 2009

Status: climbing

There is always gonna be a mountain. So it seems.

Monday, June 29, 2009

Gargalhar quando calhar


lol Sinto-me capaz de rir em gargalhadas longas com as mensagens trocadas e telefonemas feitos na espera do nascimento do M, filho da C. Algo me diz que será sempre rapaz bem comportado - até para nascer foi obediente. No dia, na hora, na rapidez... Acho que até a C concordará comigo.


É tão bom saber que nos rodeiam crianças. Hoje o M da C, há uns dias a E sobrinha da F. Há todo um novo abecedário estes dias... e um sorriso aparvalhado na minha cara com tudo isto.

Saturday, June 27, 2009

A registar

Poderia dizer assim simplesmente que uma boa parte desta quinta-feira haveria sido a repetição na minha vida do Mamma Mia no Pavilhão Atlântico. Tenho de renegar tamanha façanha para segundo plano. Apesar da dança, da cantoria, da loucura com umas centenas ou milhares de pessoas num Dancing Queen ou num Voulez-vous ou em outra música qualquer. Em primeiro - primeiríssimo lugar - há que registar o soluço do Miguel direitinho do esconderijo da barriguita da mãe à minha mão. Como diria alguém que conheço, "há coisas fascinantes, não há"?

Uma questão de trepar

O meu amigo A lembra-me regularmente na sua particular forma de manifestação de inteligência que "os macacos não nascem a saber trepar às árvores". Meu caro amigo, acredita que tudo se aprende. Podem os humanos não saber verdadeiramente trepar, mas, só para que saibas, esta tua amiga hoje aprendeu rapidamente a trepar paredes!!!! Que dia!

Wednesday, June 24, 2009

Sabedoria E. R.


E eis que uma sábia voz masculina comenta politicando que se o mundo fosse justo, enfermeiros, professores e bombeiros teriam ordenados de jogador de baseball e de estrela de televisão. Aqui me confesso: parecer-me-ia muito bem :o)

Tuesday, June 23, 2009

Às vezes acho que já não existem miúdas assim

Sempre que a M se eleva em notas escolares, o meu coração sorri de orgulho e com o ar de vencedora inesperada que coloca na humildade do seu rosto. Contrariamente a muitos que esperam a playstation, a ela chega-lhe uma bolsa inesperada de princesas da Disney achinesadas e a promessa de uma possível ida ao cinema um dia destes...

Sunday, June 21, 2009

Wishing list para hoje

Não peço muito. Quero uma cama. Daquelas que não rangem, não tremem, não desconversam no nosso descanso. Quero-a revestida de lençóis frescos, limpos, perfumados na lavagem de sensação de novidade que dão. E uma janela... Uma janela aberta para qualquer coisa que não prédios de mãos e mãos de andares.
Quero igualmente que os meus instrumentos de contacto se silenciem na sua mudez ocasional, que não toquem nem dêem sinal nas próximas horas com gritos das listas de trabalho em espera. E, se possível, quero ganhar um euro por cada trabalho que vou fazendo... Algo me diz que, no final, seriam os euros suficientes para pagar a cama que tanto anseio...

For Colby Curtin... e todos os miúdos

Thursday, June 18, 2009

He no longer is... Girls, he no longer is.

O fresco que aí vem...

Uma pauta que não fica em branco...


Nem mesmo depois do adeus, a música deixa de tocar e a memória do Maestro José Calvário se silencia. Perde-se o futuro do génio o que se ganhou no passado não tão distante assim.


Maestro José Calvário

1951 - 2009

Wednesday, June 17, 2009

Hoje está um quente dia de sol...


Mas poderia muito bem estar assim...

Monday, June 15, 2009

Parábola

Olhar-te hoje é parar o tempo naquele segundo. É esperar que os teus dedos toquem para que, tocada, a realidade se grite real. Olhar-te hoje é perguntar como tudo isto aconteceu sem, na verdade, sentir necessidade de o saber. Olhar-te hoje é perguntar secretamente dentro de mim mil e uma vezes sobre o amanhã com receio de que não chegue na nossa sintonia. Olhar-te hoje é perder-me nesse olhar sem saber onde te encontro, sem saber o que dizer nem como dizê-lo. Olhar-te hoje é olhar-te olhando-me no reflexo dos teus olhos e (re)descobrir-me.

Sunday, June 14, 2009

O fim de semana de Santo António...

...foi dado por encerrado. As pernas não aguentam mais e demitiram-se do cargo por algum tempo.

Existem apenas duas maneiras de um homem amar verdadeiramente uma mulher: é quando se torna o melhor amigo dela e depois se apaixona; ou quando se apaixona e depois aprende a ser o seu melhor amigo...



(Eu sei que é piroso... mas hoje apeteceu)

Wednesday, June 10, 2009

Wherever, whenever... the case

"Some cause happiness wherever they go; others whenever they go."
- Oscar Wilde -

Feriado não ;o)

A Rosa diz que ao levantar é para levantar logo. Ai, mas hoje custou tanto...

Friday, June 05, 2009

Thursday, June 04, 2009

Medidas de trabalho

Ele - O trabalho mede-se em quê? Lembras-te?
Ela - (rindo-se amistosa) Em cansaço?

São essas mãos nas minhas

Acordo mirada pelas olheiras de mim mesma quando me cruzo com o espelho no caminho para a casa de banho. Deito os olhos ao telefone em busca de marcas de interesse de alguém. [A vida por vezes volta-se tão depressa e em outras repousa tão sossegada...] A lista está a zeros. Também assim parece o meu depósito de energia. Por vezes parece que não recarrego durante a noite. Lanço o telefone móvel para dentro da mala, a carteira e um ou outro cartão que acredito ter de usar hoje. Guardo a garrafa de água que responderá à minha sede. A esta hora já sei que os cartões não se usam mais - que o melhor é ficarem na carteira para uma qualquer surpresa inesperada - e que uma garrafa apenas nestes dias só me torna sedenta de mais. Entre uma e outra mordida do pequeno-almoço obrigo-me à tortura de mais um grande-tremoço de uma marca qualquer genérica. Fecho os olhos e imagino-me a comer smarties sonhando não ter náuseas em manifestação já nos próximos cinco metros de corredor. Falo com um amigo que meticuloso me liga e respondo às sms de uma amiga, entre um rol de outras de trabalho. Arrependo-me da minha ausência na reunião que não me senti capacitada de enfrentar, mesmo se consciente das razões que o ditaram. [A minha cabeça parece andar a mil à hora e os meus pés a meros dez... Tenho suspeitas nas batidas do coração.] No meio do rebuliço lembro-me do prato do tio Z que se quebrou nas andanças do metro, do olhar entristecido como se esquecido por trás do bigode, das palavras que queria ter dito mas que não se faziam ouvir nos meus lábios. Lembro-me que mais-um-pouco-de-me-lembrar-de-outras-coisas e me atraso. Não quero isso. Atiro então a bolsa das canetas de várias cores para a mala. Sinto-me certa que pintarei com elas o meu dia. E desço a Avenida sabendo subi-la em algumas horas, crente de que a cada passo dado mais perto estou do meu destino. Agora, enquanto escrevo - já horas passadas envolta em papéis e maquinetas e pessoas menos ou mais sedentas de conhecimento e informação -, olho para os pés. Aprecio os sneakers novos. Vejo as suas cores. E pergunto-me se não estaria meio louca [ou drogada pelo comprimido] para os ter calçado na rapidez das notas de banco que deslizaram da carteira para o pagamento. E olho também para as mãos. Vazias. Mas certas de abraçarem daqui a pouco as mãos que me seguram calorosas em trocas de mimo medicinais...
Lembro-me então que nas descidas e subidas da Avenida não são as canetas de cor que me pintam a vida; são essas mãos que a seguram.

Baby you can come to me...

Apresento-vos Lauren Lucas.

Saturday, May 30, 2009

A não esquecer...



Um dia destes hei-de ir prender um cadeado a Florença e lançar a chave ao rio.

No Algarve do meu país...

...diz-se que viverá Angelina Jolie e família proximamente.

Wednesday, May 27, 2009

Timings

De timings percebo eu: "Eu adoro-te rapariga. Mas tens um mau timing. Acordaste-me...". Quando será que deixo de ouvir isto dos meus amigos quando me decido a telefonar-lhes?

Sunday, May 24, 2009

Josh Billings says...

"Life consists not in holding good cards but in playing those you hold well."

Os carros em andamento em 2014, dizem



Bem a la manière feminina só tenho a dizer que o Chevy é maravilhoso, mas o Fiat é quinhentas vezes mais fofo...

A invisibilidade no masculino

«Muitos rapazes sonham ser invisíveis. Eu era de certo modo invisível. Jamais fui surpreendido enquanto roubava dinheiro do bolso do meu pai nem enquanto dormia num ou noutro dos meus esconderijos. Também parecia invisível no meio dos irmãos, talvez porque, ao estar no meio, os mais velhos me consideravam pequeno e os mais novos, velho. A fronteira, a terra-de-ninguém, a não pertença, o território da escrita. Só a minha mãe me via e olhava para mim com uma expressão preocupada de que eu gostava. E que me magoava. Talvez gostasse porque me magoava. Talvez ela soubesse. Um dia, ao almoço, referiu-se a uma pessoa que afirmou ser cleptomaníaca. Quando um dos meus irmãos lhe perguntou o significado daquela estranha palavra, respondeu dirigindo-se a mim, que fiquei sem pingo de sangue na cara durante uns segundos, até que, talvez por piedade, desviou o olhar. A minha mãe tinha capacidades de adivinhação.Mais adiante, animado pela impunidade dos meus furtos, e já numa carreira desenfreada para a delinquência, levei a cabo uma incursão na carteira do meu pai, da qual retirei uma nota de cinco pesetas (uma fortuna). Com essa nota, transformada em moedas, poderia ver a rua da cave do Vitaminas durante o resto da minha vida (durante o resto da vida dele, para falar com exactidão). Tinha as pernas a tremer quando saí com a nota para a realidade, a arfar como um asmático. Realizei o furto à hora da sesta e tive a nota no meu bolso até às sete da tarde. A essa hora compreendi que nem a minha consciência suportaria o peso de um delito daquela natureza nem a polícia seria tão desajeitada que não desse com o ladrão quando o meu pai denunciasse o desaparecimento.»
[in O Mundo, de Juan José Millás, trad. de Luísa Diogo e Carlos Torres, Planeta, 2009]

Thursday, May 21, 2009

Mais uma a la Saramago

"Espera-se que a escola eduque e a escola não o pode fazer porque não sabe e, mesmo sabendo, não tem os meios que seriam necessários. A educação é outra coisa! Fazia parte das obrigações da família, digamos assim, e de alguma forma também de uma sociedade educada que necessariamente produziria mais ou menos cidadãos educados."

Wednesday, May 20, 2009

Dá-lhe na pele com força!!!!

A não perder! 20 a 24 de Maio. No Trindade em Lisboa.
Garantia de quem honrosamente assistiu à ante-estreia.

Em relação ao post anterior só tenho a dizer...

Monday, May 18, 2009

Batas Brancas II

Lembram-se das "minhas boxers novas cor de rosa vivo de Milú branco pintado"? Um sr. dr. qualquer-coisa-seja-beeenvinda acabou de vê-las e não foi nada confortável... Acho que têm mais piada quando em casa.

Batas brancas

Comecei o dia sob observação de outrem. Uma maca fria. A minha pele nessa frieza. Dois olhos que não sabem o meu nome colhendo atentamente cada um dos meus poros. Duas mãos atenciosas procurando o que não sei nomear em cada espacinho de mim. O meu sorriso maior na hora da despedida para um intervalo que tem dias contados e sessões contínuas em fila de espera.
O dia compensou-me o mau acordar com o teu sorriso. Minutos depois. Importantes.
E o dia ainda não acabou...

Sunday, May 17, 2009

A prática masculina

Não haja dúvida - os homens são muito mais práticos. A solução para a dor descabida e dolorosa da depilação, segundo voz masculina, encontra-se num analgésico tomado dez minutos antes da sessão de tortura.
Só para que saibas, és o meu herói :o)

Saturday, May 16, 2009

Mesmo em dias cinzentos

Andrew Lloyd Weber quer a até-há-pouco-tempo-desconhecida-e-desempregada Susan Boyle num dos seus próximos espectáculos, um francês trocou um rim por um emprego, o teletrabalho é considerado uma tábua de salvação e um miúdo americano de doze anos conseguiu um emprego de sonho - e de pesadelo para os dentes - na Swizzels Matlow de New Mills: é o novo provador de doces. O mundo realmente não pára de girar... e as notícias de acontecer.

Thursday, May 14, 2009

Os lábios conversam. As vaginas monologam.

Sim, as vaginas falam. E em monólogos.
Pelo menos no Casino de Lisboa. Proximamente.

Amores pessoanos

Quando me falam em cartas de amor falam-me sempre em Pessoa. Não sei se gostaria de receber essas. Não sei se saberia ao certo que ele-Pessoa me estaria a escrever... E essas coisas são sempre complicadas.

Wednesday, May 13, 2009

Eu sei a resposta


Entre farturas e churros de morango num final de tarde luminoso, quão maravilhoso é partilhar?

Aqui me confesso

Ontem perdi a procissão das velas. Sinto-a como a sinto. Vejo-a como uma invasão cesariana, como o campo meets a cidade em todo aquele percurso que se escorre pela 5 de Outubro. Mas ontem abusei da fraternidade; ontem partilhei felicidade; ontem generosamente me ofereci em mimos. Possivelmente devo ter perdão.
Só tenho no meio disto tudo a pena de ter perdido a procissão.

Tuesday, May 12, 2009

Só para que saibam...

O Amor também dá constipações.

Sunday, May 10, 2009

Mesmo nos dias escuros...

o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias,
como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.
eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar,
que eu amava quando imaginava que amava. era a tua
a tua voz que dizia as palavras da vida. era o teu rosto.
era a tua pele. antes de te conhecer, existias nas árvores
e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.
muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade.
- José Luís Peixoto

Thursday, May 07, 2009

Ah pois, deve ser verdade!


Eu desejo, tu desejas?

Desejar é um novo verbo para mim.
Tem duas pessoas. A primeira. A segunda. As duas no singular. Um singular que busca um plural tão singular. Um singular que busca uma primeira plural.
Desejar é um novo verbo para mim.
Por vezes... (demasiadas) rima com paciência.

Monday, May 04, 2009

Feira III

Este ano eu sei como quero ir à Feira. Só espero a oportunidade.

Feira II

Leya-se: Eu sei quem é o Asterix! ;o)

Feira I

Reconheço o Parque por cada passo dado entre bancas de livros. Cresci assim. Reconhecer espaços - muitos... - muitas vezes só dessa forma. E a cada passo dado saboreio ainda no ar a passagem de Eça adquirida ainda em Escudos talvez em 99 ou as memórias do elefante de Lobo Antunes pagas a Euros e levadas lá para casa uns anitos mais tarde.
Na verdade, compro livros em todo o lado. Só não em muitas mãos pela velhice, o pó e a alergia que me supera e me impede de os ler. Na verdade, compro livros em muitas moedas. Moedas e notas, que os livros, mesmo quando não dignamente anotados, pedem notas no instante do pagamento.
É um vício. Caro, diriam muitos. Eu prefiro pensar que de muitos vícios que poderia ter tenho este e outros três e que só um deles não requisita pagamento - nem mesmo em moedas - quando consumido. Eu prefiro pensar que todos os meus vícios não provocam overdose, mesmo se matando... o tempo quando este não encontra outras maneiras de se matar a si mesmo.

Thursday, April 30, 2009

Deste meu fundo onde te encontro... e me encontro.

O meu medo de te perder é tão grande quanto o medo de não dar valor a este ter-te. Tenho-te tanto em mim que nem sei onde começo e onde termino, onde me encontro e desencontro no que sou porque te tenho. O meu medo de te perder é tão pequeno quanto o medo de descobrir não ter-te afinal. As probabilidades e as possibilidades misturam-se e ter-te é tão importante quanto me teres e teres-me é tão importante quanto te ter eu a ti. Só assim nos temos e, na verdade das coisas, só isso mesmo importa.

Wednesday, April 22, 2009

As saudades que eu já tenho de ti...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
- Florbela Espanca

Monday, April 20, 2009

;o)

E se te embrulhasse nos meus braços?

Sunday, April 19, 2009

Língua

«[...] um escritor devia saber que a Língua, sem realização literária, é apenas um bom resíduo para acrescentar o lixo dos burocratas — é apenas um alfabeto sem vida. O que faz a grandeza do Português é ter sido a língua de Euclydes da Cunha, de Eça, de Machado de Assis, de Camilo, de Drummond ou de Vergílio Ferreira — não por ser usada por um director das Alfândegas.» - Francisco José Viegas

Cozinhados

Em Portugal cozinhamos políticos em banho-maria. Ou não?

I dreamed a dream

O que aparentou ser um pesadelo para o júri tornou-se uma revelação: a revelação da voz extraordinária de Susan Boyle (sim, as menos dotadas de beleza também têm qualidades) e a revelação da falta de profissionalismo de um júri que se crê superior aos outros comuns mortais.

Canetas com visão

Um amigo meu professor sempre que dá teste leva o computador para a aula. Não, o teste não é de escolha múltipla e resolvido em computador, mas a webcam que leva permite-lhe - dando aos miúdos a liberdade de quem acha que não está a ser vigiado - ver quem se atreve a copiar ou não. Enquanto os alunos não se lembrarem que a luzinha vermelha na webcam é sinal de ligação estabelecida e derem conta que esta está virada para eles, o truque ilusionista do meu amigo resulta e ele fica melhor com a sua consciência sempre que avaliar no final os seus pupilos. Não me parece mesmo nada mal.
Já para mim, com todas as actividades que tenho neste momento, dar-me-ia muito jeito uma caneta destas, com todas as suas funcionalidades de gravação e imagem. A Timevision tem mesmo visão para este tempo... E eu não tenho nada contra ofertas.

Thursday, April 16, 2009

Vestir ou despir Prada na casa do Calvin


Fiquei satisfeita de saber hoje que também podemos vestir Prada. Basta querer [e poder]. Não sei quanto a quem lê, mas há peças que de facto raramente tiro do armário. Hoje decidi guardar o Prada um pouco mais e cobrir-me de Calvin Klein. Aquele sabor adocicado continua a encantar-me. Quantia suficiente para dois por estes lados, eu diria.

A vulgaridade de garanhão

Todos os dias passo pela mesma banca e da mesma banca me sirvo. O senhor conhece-me há anos e não mais que "bom dia!" ou "como está?" me diz. Uma vez por outra lá falamos do tempo, da corrida diária de quem faz pela vida, de um ou outro espectáculo muito comentado. Trivialidades. Hoje saí um pouco da rotina e dei por mim - cruelmente eu diria - a trair a minha fidelidade pela banca do senhor. Espreitei uma outra. Umas quantas avenidas mais perto de mim nesta manhã. E levei a traição até ao fim ao comprar uma revista. Peço para tirar a revista, tiro da mala a carteira do dinheiro e estendo delicada e educadamente uma nota para pagar a revista escolhida. Por entre dentes diz-me o vendedor "presumo que queira o troco". Mostrando-lhe bem os dentes respondi eu "presumo que queira vender a revista". Não há gente mesmo vulgar?

Triunfo

A nova campanha da Triumph. Triunfante.
Um verdadeiro cavalo de Tróia.
Assim como as peças da colecção.

As senhoras não se devem comportar assim!?!?

Ontem andei feliz a mostrar as minhas boxers novas cor de rosa vivo de Milú branco pintado. Adoro-as!

GW sem Bush

Descobri a GW. Sinto-me glamorosa.
Meninas, descubram-na também!

Tuesday, April 14, 2009

Oh my St Martin-in-the-fields!


Handel - Water Music Flute Suite

Bach - Orchestral Suite in B Minor

Handel - Concerto Grosso in B flat op 6 No 7

Bach - Brandenburg Concerto No 5

Vivaldi - Recorder Concerto in F

Handel - Concerto Grosso in G op 3 No 1


Feinstein Ensemble

Catherine Manson Violin

Nicholas Parle Harpsichord

Martin Feinstein Director/Flute/Recorder

Analisando Catarina

"Do grego Katharós. Significa pura. Criativa e imaginativa. Gosta de agradar, mas opta pela solidão".
Sem querer desmentir ou diminuir a análise de ninguém só devo acrescentar que solidão para mim não. Eu gosto de boa companhia. E muito.

Sunday, April 12, 2009

Ouvindo o noticiário numa estação televisiva portuguesa, passa-me pela cabeça que...

"o sinal mais irrefutável de vida inteligente noutros planetas é o simples facto de nunca terem tentado entrar em contacto connosco."

Home for the holidays III

Esta parece-me um postal pintado...

Chanel says...

"O luxo não é o contrário da pobreza, mas sim da vulgaridade."

Thursday, April 02, 2009

Os patos também reconhecem os cisnes

Swans on the lake. Thompson. Chegou à frente de toda a gente, sentou-se perante o enorme piano de cauda negro e deslizou pelo teclado com as suas mãos pequeninas de oito anos intensamente vividos. No ano passado por esta altura vencera um Golias pintado na sua vida em tons de sofrimento e batas hospitalares. Um ano depois sentou-se e deu vida aos cisnes mais bonitos do lago. As pessoas aplaudiram. Eu emocionei-me. Emocionei-me trauteando a melodia enquanto tocava, com os aplausos enquanto todos na sala o aplaudiam e com o abraço apertado que me deu entre sorrisos quando descobriu na minha mão à sua espera um chocolate. E emocionei-me quando me sussurrou "madrinha, tu nunca falhas...". É nestas alturas em que como pata também eu me sinto um cisne.

Sabedoria aristotélica

"A Felicidade é o Supremo Bem e o propósito da vida, o complexo desígnio e finalidade da existência humana."

Wednesday, April 01, 2009

O meu tipo: sabedoria Lincoln

"I am slow to learn and slow to forget that which I have learned. My mind is like a piece of steel, very hard to scratch anything on it and almost impossible after you get it there to rub it out."
- Abraham Lincoln