
"A saudade é o amor que fica."
"Penso na noite em que fui branca e medo. Nos jogos de palavras que me transformaram em cidade africana. Em capital europeia do século XXI. Eles sem saberem que sou [me sinto] Nova Iorque. Lembro-me do riso e na incredulidade perante as palavras dos outros. Por estes dias “rejuvenesci”. (...) Não foi o calor primaveril do outro lado do mundo. O sol [temporariamente] abrasador. A vista do Pacífico. (...) Os cheiros. As avenidas largas com gente cosmopolita. A pobreza desbragada dos bairros de lata. A luz. Os espaços verdes. Passeios largos em ruas estreitas. Daquelas que deixam viver a cidade. (...) Muito menos terá sido a salsicha engolida a custo na mesma noite. [torna-se difícil a vida quando não sabemos ler uma ementa e seguimos conselhos locais] (...) Foram as pessoas. As conferências. A mochila pesada. Computador às costas. Escrever milhares de caracteres." - diz chamar-se Carrie
Desperta a curiosidade. Capa encarnada. Letras a branco. Garrafais. A mão descai e ergue o livro à altura necessária para se o ler. Interessante. Possivelmente. Mas questionável. Não sei se a vida das que já foram raparigas poderia ter sido diferente se o tivessem lido ou se as vidas das que têm possibilidade de o ler agora podem mudar realmente. Podemos aprender a fazer o próprio baton. Podemos também poupar-nos à experiência e comprar um como sempre fizemos até agora. Podemos aprender a fazer o pino perfeito mas continuamos muitas vezes (por certo) com dificuldades em nos endireitar. Contudo, abrilhantamo-nos se utilizarmos as sugestões para justificação de um atraso. A grande questão é mesmo se valerá a pena dizer a quem quer que seja "Não posso dizer-lhe o motivo do meu atraso porque o governo me obrigou a jurar segredo" ou "os meus pais perderam as chaves da minha jaula" ou ainda "tive um sonho de que era o melhor da turma e por isso achei que não precisava de me levantar tão cedo". Na verdade, não sei se tudo isto teria feito alguma diferença. É que nessa altura ninguém se atrevia mesmo a chegar atrasado a aula alguma...
Are you the lady who doesn't realize she's pregnant until she's sitting on the toilet and the kid pops out?

Os próximos meses prometem no mundo do cinema. As irmãs
Fanning juntam-se à "mãe" Cameron Diaz e prometem uma nova visão do lado feminino da vida em My Sister's Keeper. Dakota e Elle assumem-se uma vez mais prodígios ao lado de Cameron. E para que nada falte neste ano que parece o prolongamento do ano das mulheres no cinema mais de outros filmes se começa a ouvir falar: é que Julia Roberts e Nicole Kidman andarão por Monte Carlo.
De bagagens descarregadas em New York, Aniston revela aos leitores da revista Harper's Bazaar que se fosse outra durante um dia adoraria ser Oprah e que se trabalhasse para o governo seria "...a spy. A very glamorous spy who plays poker and lives in Monaco. (...) And has affairs with Daniel Craig." Minha cara Jen, sendo actriz tudo é possível... Com mais ou menos facilidade mas tudo será possível. Tão possível como caminhar uma série de quarteirões em New York sem que ninguém nos reconheça na nossa própria popularidade."Num país em que os jovens se peidam nas aulas e uma em cada três palavras que dizem é c*****o" ( as outras duas do seu extenso vocabulário é "f****-se" e "meu"), bem que era preciso alguém com conhecimentos de etiqueta e boas-maneiras. Até pode ser que as gerações futuras consigam comer à mesa sentados numa cadeira, sem arrotar ou cuspir as cascas dos hamburguers para o chão. Paula Bobone é o exemplo vivo de um percurso de sucesso: de medíocre funcionária dos CTT a rainha da etiqueta; autora consagrada de best-sellers com direito a montra do dia na Bertrand e FNAC. Numa recente edição da Grande Reportagem, Bobone deixa-nos esta pérola: «Os sem-abrigo deviam assumir a sua condição». Ou ainda esta: «Gosto de me enfeitar como se fosse uma árvore de Natal a 25 de Dezembro. As portuguesas ainda têm um ar cinzento e pouco audaz»." Mais palavras para quê?
Fechar a porta do apartamento não pareceu tão natural como antes, como em qualquer um outro dia. Talvez pelos sons da cidade lá fora. Talvez pelo silêncio dos interiores. Olhar uma das pessoas que mais se ama a dormir hoje teve outra intensidade. Foi como um primeiro olhar. Não pensem que The Brave One - A Estranha Em Mim vos deixará indiferentes. Impossível. Afinal, qualquer cidade nos pode parecer a mais segura e qualquer canto escuro poderá encaminhar-nos para a luz. Afinal, em qualquer cidade nos cruzamos com os outros quando nem mesmo buscamos os outros que existem em nós. Bastará abrir os olhos. Bastará ter a coragem de nos permitirmos conhecer a nós próprios. Bastará ter a coragem ou argumentos para isso. Para ler mais...Um grupo de activistas norte-americanas que, aparentemente, estarão fartas dos piropos que se fazem ouvir nas ruas de Nova Iorque lançou o Holla Back NYC que encoraja as mulheres a fotografar os homens que as assediaram e a enviar em seguida as suas fotografias para serem publicadas online.
Eva Longoria, a mala, o bilhete de avião e o conforto acima de tudo:
fato de treino e almofada. Quem sabe sabe!
Não ouças o vento mas a brisa suave...
O mar envolve-se nela e cheira bem...
Asadas voam ondas para a praia
No embalo saudando a quem lá vem...
Não ouças o vento mas a brisa suave...
Que renasce fogo o sol que ela tem...
Aparentemente a polémica estava instalada mesmo antes da estreia de Captivity-Cativeiro. O que numa leitura simples do filme não se percebe. Não é um filme de terror puro, mas um thriller intenso que parece jogar psicologicamente com o que se sugeriria previsível. A fama tem destas coisas e o marketing também. Para ler mais
Não deixe animal algum ter este ar tristonho.