Estará bem visto. Ok. O bebé nasce. Parabéns aos pais mas não ao bebé. Um ano depois e o resto da vida parabéns ao bebé e não aos pais... Minha cara amiga, terás razão! Mas daí a ficarem os papás com os presentes... Tem pena de mim! Talvez daqui a uns anos me convenças...
Sunday, November 05, 2006
Parabéns a quem?
Estará bem visto. Ok. O bebé nasce. Parabéns aos pais mas não ao bebé. Um ano depois e o resto da vida parabéns ao bebé e não aos pais... Minha cara amiga, terás razão! Mas daí a ficarem os papás com os presentes... Tem pena de mim! Talvez daqui a uns anos me convenças...
Teoria de trazer por casa
Passeava por uma livraria. Uma amiga estava comigo. Chega-se de livro na mão, mostra-me a capa e lê no que lhe fica em frente à cara: "Super Posições - Um livro que pretende ser um mergulho de cortar a respiração numa cama tão estranha e tão próxima onde o leitor acaba sempre por aprender mais alguma coisa". Sorri e diz: "Está explicado porque tanta gente lê na cama! Passam logo adiante o mergulho..." Eu já vos disse que estava junto ao escaparate de filosofia? Foi estranho...
Novembro deve ser o mês das azeitonas... ou das pérolas... sei lá!
Uma amiga já hoje me disse "Não me posso esquecer de mudar a água às azeitonas"... Ok. Tu lá sabes...
E, duas ou três frases adiante, mais uma pérola da noite "Já vens comida ou vais comer?"
Com pérolas assim, daqui a pouco ainda tem um valioso colar...
Saturday, November 04, 2006
You've got... Christmas!!!
Professor
"O professor é a pessoa; e uma parte importante da pessoa é o professor." - Jennifer Nias
Isto de ler e ler até através de outra pessoa é obra... Ai é, é!
Friday, November 03, 2006
Correr atrás
Sempre gostei da expressão. Pelo menos sempre até ter de a meter em prática e descobrir que cansa... É certo que numa sua maneira muito própria mas cansa. Correr atrás cansa e nem sempre é agradável... Mas por vezes o resultado é... Hoje foi...
Saturday, October 28, 2006
De mesa... ou não!
Estas coisas não têm idade. São familiares. Uma verdadeira festa de trabalho.Um sorriso de orelha a orelha com uma dor de braços e pernas de companhia.
Azeitona. E é assim vê-los em cima das oliveiras sobrevoando os panos e os outros. É assim imaginá-los em recordações que na verdade nunca existiram. Ou talvez sim mas só de ouvir falar.
E depois, a vida traz na sua sorte uma amiga que trouxera antes e que - naquele tom doce da sabedoria mais verdadeira - me explica que a azeitona pode toda ser bebida em azeite (seja ela lentrisca ou verdial), mas só a azeitona verdial é retalhada ou pisada e tratada de forma especial para levar à mesa e ser apreciada...
As coisas que se aprendem quando menos se espera. Obrigada.
Procura-se...
Sunday, October 22, 2006
A Verdadeira História de...
“Todas, mesmo quase todas, as pessoas pequenas quando crescem se transformam em pessoas grandes. As mãos tornam-se compridas – e são capazes de um adeus que se distingue à distância; os dedos longos, e às vezes tão longos, que quando apontam ficam para lá da vista, perto de tocarem o que querem apontar. As pernas são quase pontes sem água, arcos enormes por onde se passa; e entre cada passo que dão, cabem vinte ou trinta mais pequenos, ou então uma corrida de lebre em disparada. […] Os olhos deixam de ser de ver ao perto, e por isso não conseguem reparar, mesmo que queiram, nos olhos das formigas, que são de um verde-escuro, quase terra.[...] Todas, quase todas as pessoas pequenas quando crescem se transformam em pessoas grandes e só muito poucas se tornam grandes pessoas. Como a Alice.”
Pois é...É tão bom ser capaz de “ir buscar uma gota de céu às nuvens e um fósforo de luz ao sol”…
Pois é...É tão bom ser capaz de “ir buscar uma gota de céu às nuvens e um fósforo de luz ao sol”…
Um cão chamado Marley...
John Grogan é o dono de Marley. Com os direitos vendidos em vinte e cinco países e quase cinquenta semanas seguidas no top do New York Times, parece evidente que Marley e Eu é muito mais que apenas um livro sobre um cão. Será que contando (também) a história do seu cão “imprevisível”, “único” e “irrepetível” o achará mesmo o “pior cão do mundo”?
Saturday, October 21, 2006
Crenças
No seu blog, uma amiga escreveu isto:
Se me dissessem isto: - ganhei o euromilhões e com a raiva rasguei e queimei o bilhete que me garantia o dinheiro.Eu era capaz de acreditar. Era capaz de dizer "deixa lá, fica para a próxima", era capaz de dizer "estavas entupidinho da droga", mas acreditava.
Linda, o teu nome já diz muita coisa!
Ainda na digestão da que passou se respira já a que ainda vai passar
"Ela sentou-se no lugar do bilhete e espreitou por entre as gotas para os focos de luz que, como se sobrevoando um palco, iluminavam a esfregona e o chão molhado. Ali, na imensidão do vazio dos passageiros já idos, de lenço na cabeça abafando o suor, absorviam-se os restos de sujidade dos outros com a cabeça pensativa do jantar que ficou por comer e das crianças que em casa a aguardam ao nascer da manhã. Nada de mais. É só apenas mais uma sexta-feira.
As rodas chiam. O espaço avança. A noite engole-o como um buraco negro.
Nada de mais. É só apenas mais uma sexta-feira."
Cultura
"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar." - Helena Vaz da Silva
Saturday, October 14, 2006
Espero por ti em Paris
Survivor
"What this hurricane has taught me is that I can live with nothing..." - anonymous on Katrina
Goo Goos' Iris
And I don’t want the world to see me
Cause I don’t think that they’d understand
When everything is made to be broken
I just want you to know who I am...
Anos
De banda sonora nos seus ouvidos uma música que conhecia há anos. Das palavras projectadas por outrem ao seu lado limitou-se a deixar o seu olhar espreitar o futuro. Conheceram-se na faculdade. Partilharam histórias, experiências, vivências. Encontram-se esporadicamente para meter a conversa em dia. Falam (muitas vezes) de amor. O tempo saltita de namorados a maridos, assim como o amor nas conversas que se vão actualizando. Encontrar-se-ão sempre esporadicamente. Partilharão histórias, experiências, vivências. Um dia encontrar-se-ão num qualquer aniversário e em vez de três serão então seis e depois nove e depois logo se vê... Giro como o tempo nos leva pela mão da vida...
Neverland
“Neverland... You can always go there... Always... How? By believing... Just believing...” – Finding Neverland
De leite a manteiga
Dois ratos caíram numa chávena de leite. Um primeiro desistiu de imediato e acabou por se afogar. O segundo não desistiu nunca e lutou de tal forma que transformou o leite em manteiga conseguindo assim salvar-se. – in Catch Me If You Can
Frase do dia
Um amigo enviou-me uma mensagem. Fiquei parada a lê-la...
"A boa aparência alimenta a vista, mas uma boa personalidade cativa o coração.
Tu estás abençoado com os dois! No entanto.... Não te sintas lisonjeada, porque esta mensagem foi-me enviada a mim! Só queria que a lesses..."
Depois, digamos, fiquei parada a olhá-la...
Saturday, October 07, 2006
E a obra começava assim...
"Socorre-me, devolve-me a leveza
Da tão primeira nuvem que avistares"
- Daniel Faria
Como diz o outro...
Se a paixão deve ser vivida como libertação, enquanto “possibilidade para percorrer caminhos que de outra maneira nos seriam vedados”, faço minhas as palavras de João Morales: “Haja quem ame e não tema gritá-lo”. Logo, miúda, nada tens a recear...
E...
“Se a paixão pode ser destruidora, a sabedoria não o será também? No fundo, a razão sem paixão não é mais do que a ruína da alma.” – Michael Meyer
Xana Debaixo do sol falando de Paixões
«O filósofo e as paixões, de Michael Meyer, é uma reflexão sobre o que há de mais irreflectido na natureza humana: as paixões. Perturbante, a paixão é simultaneamente a esperança secreta de uma alternativa a um quotidiano demasiadamente monótono e rígido e um antídoto para a densidade caótica de uma sociedade massiva que reprime e pesa sobre os sentimentos mais leves. A paixão desequilibra, é irracional, deita por terra o pragmatismo e as regras mais elementares de uma convivência uniformizada.
Porque desafiam a razão, a maioria dos filósofos não gostam das paixões. Diz-nos Kant:" ninguém deseja por si mesmo a paixão". De facto, quem é que gostaria de se deixar acorrentar quando poderia ser livre? Pelo que, se terá de concluir que a submissão às emoções e às paixões é, de qualquer modo, uma doença da alma: em ambos os casos a razão perde o seu domínio. Numa carta a Letícia, Kafka desabafa: "Não conseguiste compreender o imenso poder que o meu trabalho tem sobre mim...eras não só a minha melhor amiga, como também a maior inimiga, pelo menos do ponto de vista do trabalho".Porque não nos livramos então das paixões?» - in revista Os Meus Livros, Outubro de 2006
Não há poetas felizes
“Há poucos retratos de Rimbaud.
Nos da adolescência assemelha-se a um anjo extasiado com o timbre das palavras. Nos do fim da vida tem o olhar de um condenado que a febre e a dor não queriam nem podiam poupar. Entre um tempo e outro ficou, com uma cratera de som, como uma calamidade, o vazio da poesia.” – José Jorge Letria
Conto budista
"Um homem é perseguido por um tigre e cai de um precipício, agarrando-se a um morangueiro. Ele ouve o som de ratos a roerem o morangueiro, colhe um morango, come-o e deixa-se cair no vazio. Oh, que doce que o fruto estava." - conto budista
Sunday, October 01, 2006
Saldo positivo
Ela habituara-se a que a ATM lhe desse notícias pouco positivas. Nunca números abaixo de zero mas parentes aproximados deste. Ela aprendera a contar muitos anos antes e isso dera-lhe a noção de espectativa. Mas foi a ATM que lhe deu a noção de saldo. Naqueles instantes, enquanto fotografava tudo com a objectiva das meninas dos seus olhos, ela aprendeu uma nova noção. Saldo positivo. Afinal, ninguém se esqueceu. Afinal, ninguém se perdeu pelo caminho. Afinal, todos apareceram - até o sol para brilhar. E ela então reinventou uma nova noção. Sim, saldo muito positivo.
Sunday, September 24, 2006
Countdown
25 24 23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1
Em algumas horas chega o dia. O meu. E vai rolar a festa!!!!!!
Saturday, September 23, 2006
Tem a palavra
"É estranho que numa 'sociedade do conhecimento' os profissionais da educação e da formação não sejam paricularmente reconhecidos e incentivados." - Rui Canário in Correio da Educação de 11 de Setembro de 2006
E um outro alguém logo gritou numa outra página da realidade: "'Sociedade do conhecimento'? Não será de informação apenas, de muita infomação? 'Não sejam particularmente'? Mas eles são de alguma forma reconhecidos e incentivados?"
28 horas
Devo à cama vinte e oito horas. A cama que me desculpe mas há conversas e companhia bem mais interessantes que o silêncio e sono com que me presenteia todas as noites...
Sunday, September 17, 2006
Asas
Quando ela lhe perguntou «Por que me dizem ser um anjo?», a amiga por certo sorriu e depois - chamando-lhe ser maravilhoso - respondeu no compasso das teclas:
nunca reparaste q tens umas cenas a nascer nas costas????
o pessoal axa q sao asas
oh rapariga
és um anjo, pq há poucas como tu
Desde então, ela olha para as costas, minuto a minuto, na espera esperançosa de que aquelas asas que só ela não vê a possam levar no instante que as horas dentro de um expresso enlatado lhe rouba...
Saturday, September 16, 2006
Miniaturas
Cortes de papel
"A mulher mais rica do Reino Unido, a autora dos livros de Harry Potter, J.K. Rowling, foi impedida de embarcar num voo de New York com destino a Londres, porque se recusou a separar-se do manuscrito do último livro da saga, que está a escrever, para que este fosse enviado juntamente com a mala. Segundo afirmou a própria, ainda ponderou viajar de navio, mas após acesas discussões com os seguranças do aeroporto de New York, foi autorizada a embarcar com o manuscrito enrolado em elásticos.De facto, era uma hipótese que não podemos descartar: uma das maiores celebridades britânicas podia ter sido recrutada por uma rede terrorista para explodir o avião! Enrolar o manuscrito em elásticos, claro, faz toda a diferença, assim já não há qualquer hipótese de ela o utilizar como arma para sequestrar o avião - uma resma de folhas de papel, de resto e como todos sabem, é uma arma perigosíssima. Os cortes de papel são terríveis." - in AltermundoMais palavras para quê?
Sunday, September 10, 2006
Ano novo, vida nova
No primeiro dia de aulas a minha professora dos anos de ensino primário começava o seu discurso com estas palavras: «ano novo, vida nova». Ainda consigo sentir o nervoso na barriga e os meus olhos ainda se arregalam na mesma tentativa desesperada de ver aquele futuro próximo cheio de responsabilidades e de muito trabalho e estudo. Mas, logo depois, lembro-me dos seus olhos brilhantes e lindos, do seu rosto meigo, da sua voz doce e sinto saudades... Muitas. Amanhã se encontrasse a Célia dir-lhe-ia: «ano novo, vida nova». Estou certa que sorriria... E eu teria por certo de novo cinco anos e ela a Cartilha Materna na mão e aquele brilho no olhar...
Saturday, September 09, 2006
Há dias assim!
É, há dias assim.
Principalmente depois de dias com muito sol na cabeça a ouvir Jazz no meio do Jardim Gulbenkian.
Além de sono - muito sono - tenho febre. Não sou vaidosa mas dispenso ver-me em qualquer espelho hoje. Aliás, nem sei se com a dificuldade que tenho em abrir os olhos conseguirei ver realmente alguma coisa... Mas sabem que mais? Amanhã é outro dia. E os espelhos não vão a lado algum... Já a febre e este mau estar poderiam ir dar uma volta, levando no bolso um bilhete apenas de ida para outro lado qualquer...
Tagarelas
Para os tagarelas, a vida é mais complicada quando não há ninguém a ouvir, a responder, a falar, a contestar, a discursar, a argumentar, a contestar... Enfim, todos aqueles -ar, -er e -ir de tantos verbos que poderia escrever aqui. Mas mesmo no quase desespero, tagarela que se prese não fala para o ar... :)
Sunday, September 03, 2006
Saturday, September 02, 2006
Sem esperar...
De repente saiu boca fora... Alguma vez se sentiram como se o vinho ou o whisky da carne que acabaram de comer não tivesse realmente evaporado?
Friday, September 01, 2006
Foi feitiço
Hoje acordei como em 2002. A rádio. A mesma música.
O mesmo poema. Um novo sorriso nos lábios...
Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende à noite
E dizer-te que és uma luz
Que me acende à noite
Me guia de dia e seduz
Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
Ter o céu como fundo
Não ter asas e poder voar
Ter o céu como fundo
Ir ao fim do mundo e voltar
Eu gostava que olhasses para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo
Um olhar, em segredo,
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo
Um olhar, em segredo,
Só para eu te abraçar
...
Gravada por André Sardé em 2002
O tédio e as figuras de urso
Liguem 117
“Se virem incêndios por favor parem de ler e liguem 117 – precisamos das árvores para fazer papel.” – Nuno Seabra Lopes em extratexto.weblog.com.pt
King e Irving por Harry
Da descendência de Dan Brown

Depois de The Da Vinci Code fazer História nas livrarias e nas estantes caseiras mundiais, surge agora Kathleen McGowan, uma jornalista norte-americana de quarenta e três anos, com The Expected One. Uma sociedade secreta, a Catedral de Notre Dame e o quadro de Boticelli «O Nascimento de Vénus». A apimentar as coisas e ainda sobre a descendência de Maria Madalena, a dita senhora diz ser uma das descendentes. Digamos que esta trilogia promete...
Friday, August 25, 2006
Coisas boas da vida
Amar
Estar com quem se gosta, se ama e nos é óptima companhia
Uma manifestação de carinho, um gesto, um mimo, um olhar especial
Ver sorrir quem gostamos
Sorrir
Sonhar
Receber correio
O luar de Janeiro
Ler um bom livro
Ver um bom filme
Ouvir a nossa música preferida na rádio
Estar na cama a ouvir a chuva ou o reboliço lá fora
Um bom banho
Fazer compras sem ter de estar na fila
Balançar-se num baloiço
Ir a um bom espectáculo
Ver o sol nascer ou "adormecer"
Viajar
Andar de bicicleta
Cozinhar com alguém
Petiscar
Contar estrelas
Partilhar uma boa refeição
Passear à beira-mar
Estar e fazer o que mais apetece e melhor nos faz sentir(Aceitam-se sugestões...)
Thursday, August 24, 2006
Luzes no céu nocturno da cidade
No escuro um rasgo de luz... E Lisboa pinta o seu céu nocturno de sons, cores e emoções. Fogo de artifício. Setembro pinta-se gratuitamente de magia... É, Setembro é mesmo mágico...
Wednesday, August 23, 2006
A vaca preferida
Sunday, August 20, 2006
Memorial
"Era uma vez um rei que fez promessa de levantar um convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. Era uma vez."
Até parece giro, não parece? Assim começa a história que comecei a ler neste momento...
" D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos de Áustria para dar infantes à coroa portuguesa e até hoje ainda não emprenhou."
Vejamos...
Formal? Eu?
Um amigo no seu blog pessoal diz ser difícil ver o mundo rodando na sua frente e não se sentir parecido com ele. Acredita não ter nada do que os outros têm. Fala em solidão, em desilusão, no ridículo.
Ainda ontem me ajudavas a ver a minha capa, a minha armadura. Pareço muito mais segura e decidida do que sou na verdade, não é? Não queiras tu essa "formalidade no trato" de que me visto inconscientemente quando estou com alguém de quem "muito gosto" e que por essa estupidez de armadura poderá não vir a descobrir esse meu sentimento. Tomara eu que o soubesse! Mas estou em aprendizagem. Um dia não vou precisar de "empurrãozinho algum" como ainda preciso agora. Um dia não quero vestir essa armadura inconsciente que me trava tantas vezes o andar. Não queiras construir tu uma. Amigo, "essa formalidade no trato" ou qualquer outra vestimenta de protecção não é solução nem hipótese. Essas passam por dar o melhor de nós aos outros e dar-lhes a oportunidade de retribuir...
"Love is a dream looking for a place to happen."
- Matraca Berg -
- Matraca Berg -
Ternura e crise
Quando era miúda ouvia falar na ternura dos quarenta... Agora oiço falar na crise... E a Crise dos 40 estará agora a habitar o Teatro Mundial. É de nem passar perto! Só para entrar! :)
No Picadeiro e em outros lugares
Estou para ir ao Picadeiro há anos. É certo que já estive em muitos picadeiros mas neste nunca estive. Largo do Picadeiro. Há anos que me falam n' As Obras Completas de Shakespeare em 97 Minutos. Há anos que penso lá ir. Há anos que quero lá ir. Há anos que ainda não fui. Quando com companhia - sim, porque estas coisas são melhores quando acompanhadas! - lá irei e por lá
ficarei os noventa e sete minutos numa cadeira do Teatro-Estúdio Mário Viegas a rir e a chorar com toda a obra de Shakespeare a desenrolar-se página por página na minha frente.Não façam como eu. Não esperem tanto tempo... Vão até ao Picadeiro! E se eu mais uma vez não passar por lá, sempre me podem dizer o que acharam da peça!
...
Se a vontade for mesmo rir, de 21 de Agosto a 10 de Setembro têm o V Festival Internacional de Máscaras e Comediantes. Que mais? No dia 8 de Setembro no Castelo de S. Jorge A Gargalhada de Yorick. Brilhante. Até lá, podem ir visitar As Vedetas que têm o estendal por agora maravilhosamente montado no Teatro Há-de Ver para os lados de Picoas ou deliciar-se por certo com o I Festival Happy Jazz Lisboa 2006 de 25 a 27 de Agosto pelas ruas do Chiado e da Baixa. Seja qual for a vossa escolha, tudo isto será por certo boa música para os ouvidos...
Wednesday, August 16, 2006
Chuva
Thursday, August 10, 2006
O tamanho do coração
Ela
Ela sentou-se no vazio. A sós. Não debruçou a cabeça no colo de ninguém. Não sentiu o abraço de ninguém. Não adormeceu no meio de carinhos. Ela não dormiu. Despertou uma vez mais. Mais uma. Despertou uma vez mais e fez a vida andar para a frente. Como pode ela ter pena de quem supostamente nem deveria gostar?
Sunday, August 06, 2006
X
“Quando as noites caem as cabeças pensam e pensam demais. Por isso nos meus dias as noites só caem quando não estás. Quando andas por estes lados onde me passeio os dias esticam-se para estar contigo por mais tempo e repetem horas em horas seguidas sem nada em troca receberem por serem extraordinárias.
A minha cabeça aninha-se numa almofada qualquer e desconcentra-se em pensamentos, em sons, em imagens, em lembranças e ilusões. Os meus pensamentos fogem para perto de ti. E eu nem os agarro. Deixai-os. Compreendo-os.”
A minha cabeça aninha-se numa almofada qualquer e desconcentra-se em pensamentos, em sons, em imagens, em lembranças e ilusões. Os meus pensamentos fogem para perto de ti. E eu nem os agarro. Deixai-os. Compreendo-os.”
Será?
“Dissera-me sempre que amar não é fácil. Colher uma flor também não é. É preciso saber que flor colher.”
Saturday, August 05, 2006
Capítulo 19
"E desenrolo o tempo como se o sentisse a desembrulhar-se nas minhas palmas esbranquiçadas. Isto será a origem de tudo. Penso nisso. Isso será mesmo a origem de tudo.Na parede a luz pinta-me na cor da cal e nem a mim mesma consigo dizer uma palavra. É como se não me ouvisse, como se nada fosse audível. Afinal, da mudez do estar-se só não se ouvem palavras. Não há quem nos as diga. Aquelas que dizemos nada nos dizem de novo pois só nos repetem a nós mesmos."
As outras vozes
Tenho saudades de conversar. De sentir palavras falando comigo. De despertar os meus sentidos em seu redor. Tenho saudades de te ouvir. Tenho saudades de me ouvir em ti como de outras vezes. Pois é, hoje tenho saudades de conversar e de conversar estando contigo.
Thursday, August 03, 2006
Diz Cury...
"Agora os tempos são outros. A juventude calou-se, fechou-se, perdeu a garra, os seus sonhos, a capacidade de discutir, a sua fé na vida, a sua esperança num mundo melhor." - Augusto Cury in Filhos Brilhantes, Alunos Fascinantes
Filmes
The Lake House - A Casa da Lagoa, Superman Returns - O regresso do Super Homem, Miami Vice e a verdadeira história (dizem eles) do Capuchinho Vermelho...
Tuesday, August 01, 2006
Brecht partiu há 50 anos... Algo mudou?
Primeiro,
Eles vieram buscar os comunistas
E eu não protestei porque não era comunista;
Depois vieram buscar os judeus
E eu não protestei porque não era judeu.
Em seguida,
Foi a vez dos sindicalistas
E eu não protestei porque não era sindicalista.
Mais tarde,
levaram os homossexuais
e eu não protestei porque não era homossexual.
Então,
Vieram buscar os ciganos
E eu não protestei porque não era cigano.
E depois vieram buscar os imigrantes
E eu não protestei porque não era imigrante.
Depois
Vieram-me buscar. E já não havia ninguém para protestar.
Eles vieram buscar os comunistas
E eu não protestei porque não era comunista;
Depois vieram buscar os judeus
E eu não protestei porque não era judeu.
Em seguida,
Foi a vez dos sindicalistas
E eu não protestei porque não era sindicalista.
Mais tarde,
levaram os homossexuais
e eu não protestei porque não era homossexual.
Então,
Vieram buscar os ciganos
E eu não protestei porque não era cigano.
E depois vieram buscar os imigrantes
E eu não protestei porque não era imigrante.
Depois
Vieram-me buscar. E já não havia ninguém para protestar.
O porquê de ler os clássicos
Será que resulta?
“Porquê ler os clássicos? Obviamente para impressionar raparigas intelectuais.” – Ricardo Araújo Pereira em gatofedorento.blogspot.com
Letras e Literatura
“As letras são a minha respiração, a literatura é a prova de que a vida não chega.” – Miguel Veiga in Jornal de Letras em 5 de Julho de 2006
Precisa de uma razão para sorrir?
Tenho o prazer, a sorte, a benção de ter amigos que me recebem no meu despertar com mensagens. Raro o dia em que não as recebo com beijinhos, abraços, miminhos, desejos de um grande dia, pedidos para que sorria... Nesta manhã de terça-feira enviaram-me “um conselho”: Sorri na juventude, porque na velhice...vão-te faltar os dentes! :)
O que prevalece

Esta segunda-feira ao assistir a um filme ficou-me na cabeça a ideia de que são muitas as razões que nos levam a fazer muitas coisas e tantas outras as que não nos levam a fazer outras tantas. Lembrei-me então de uma citação de Carlos Durmmond de Andrade que li em tempos e que diz “Há vários motivos para não se amar uma pessoa. Mas um só para amá-la. E esse prevalece”. Afinal amar sempre é... amar. Digo eu.
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